SBMT desvenda caso da apresentadora de TV do Reino Unido erroneamente divulgado como malária

Publicação: 8 de setembro de 2016

Notícia publicada recentemente em grandes veículos de comunicação internacionais e nacionais como: The Guardian, The Sun, site BBC, O Globo, Agência Brasil, Portal Uai, site da Veja, entre outros, informava que a apresentadora de TV britânica, Charlie Webster, havia contraído uma forma rara de malária no início de agosto durante uma viagem de bicicleta, em que o trajeto, no Brasil, teve início no Recife.

O fato causou estranheza nos especialistas da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) justamente por não haver malária no trajeto do Recife até o Rio de Janeiro. A SBMT resolveu então apurar as informações.

Por meio de e-mail, o Ministério da Saúde disse na tarde dessa terça-feira (06/09) que o caso não se tratava de malária. O descarte foi confirmado por meio de PCR e revisão das lâminas de diagnóstico realizados pela Fiocruz/RJ, que é a referência em diagnóstico para a malária na Região Extra-Amazônica.

Ainda de acordo com a Pasta, o caso foi confirmado para síndrome hemolítica urêmica (SHU) por bactéria produtora da toxina Shiga.

A jornalista britânica recebeu alta e retornou para o país de origem. O Ministério da Saúde reforçou novamente que o caso foi encerrado para a vigilância como SHU.

O Balanço preliminar dos jogos olímpicos está no site: http://goo.gl/0nJvCj