Febre de Oroupoche pode ser o próximo surto enfrentado no Brasil

Publicação: 24 de agosto de 2018

Casos no Amazonas e na Bahia já foram identificados. O assunto será abordado no Congresso Medtrop, de 2 a 5 de setembro, no Centro de Convenções de Pernambuco

A próxima arbovirose, doença transmitida por mosquitos, a provocar um surto no Brasil poderá ser a febre de Oroupoche, alertam especialistas da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto. Tão complicado quanto o nome do vírus é o do seu vetor, o mosquito Culicoides paraensis, também conhecido como borrachudo ou maruim.

De acordo com o professor de virologia da Faculdade de Medicina da USP – Ribeirão Preto, Eurico Arruda, já foi comprovado que outros vetores também podem transmitir o vírus, inclusive o Aedes. O professor Eurico vai falar sobre o assunto em palestra do Congresso Medtrop, promovido pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, de 2 a 5 de setembro, no Centro de Convenções de Pernambuco.

O Medtrop contará com 11 conferências e 21 palestras, incluindo 13 pesquisadores internacionais dos Estados Unidos (Connecticut, Massachusetts, Minnesota e Washington), Reino Unido, França e Holanda.

Segundo a Fiocruz Amazônia, uma pesquisa feita em parceria com a Vigilância Sanitária do Amazonas identificou a presença do vírus da febre Oropouche em amostras de sangue colhidas em 20 municípios do Estado. A amostragem corresponde ao período de 2011 e 2016, quando foram investigados 306 resultados dos quais nove deram positivo. A investigação aconteceu a partir de resultados negativos para a dengue.  Além desses resultados, dois casos foram identificados no estado da Bahia pelo Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

A Febre do Oropouche apresenta um quadro clínico bem parecido com o de outras arboviroses, como relatou em artigo a médica infectologista Daniela Romero. Seus principais sintomas são febre e cefaleia, seguidas de mialgia, artralgia, falta de apetite, rash cutâneo, fotofobia, dor nos olhos, hiperemia conjuntival, náuseas, diarreia, calafrios, bronquite e sensação de queimação no corpo. Os sintomas duram de quatro a cinco dias, mas em um terço dos casos pode haver recaída e os sintomas durarem mais cinco dias.

A programação completa e as inscrições do 54º MedTrop podem ser feitas no site www.medtrop.com.br

 

Serviço:

54º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop) 2018

Quando: 2 a 5 de setembro

Onde: Centro de Convenções, em Olinda, em Pernambuco, e Mar Hotel Conventions em Boa Viagem, além de outros locais onde serão ministrados cursos e oficinas

Mais informações: http://www.medtrop2018.com.br/