MedTrop 2018: Doenças transmissíveis – predição e desafios para enfrentamento de novas e velhas epidemias

Publicação: 9 de julho de 2018

Durante o 54º MedTrop outros eventos irão ocorrer simultaneamente, como as reuniões nacionais de Pesquisa Aplicada em Chagas e Leishmaniose (ChagasLeish), de Pesquisa em Malária e da Rede de Tuberculose, além do workshop sobre vetores de doenças tropicais

Programação científica contempla temas relacionados aos avanços no diagnóstico, tratamento e controle de doenças infecciosas e parasitárias, com ênfase especial às doenças de populações negligenciadas

O 54º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop) que este ano será realizado em Recife (PE), de 02 a 05 de setembro, traz como tema principal “Doenças transmissíveis; predição e desafios para enfrentamento de novas e velhas epidemias”. A expectativa é que o evento receba mais de três mil participantes.

A discussão das arboviroses e outras doenças endêmicas transmitidas por vetores, no mais amplo e importante fórum de discussão dos programas de controle, da vigilância em saúde e de novas alternativas para o diagnóstico e tratamento de agravos que constituem grandes desafios em saúde pública, na perspectiva do fortalecimento do Sistema único de Saúde (SUS), deve ter grande destaque. Entre os temas relacionados às arboviroses, a precariedade do saneamento, que propicia condições favoráveis aos criadouros de mosquitos, também entrará em discussão.

A programação científica deste ano contempla temas relacionados aos avanços no diagnóstico, tratamento e controle de doenças infecciosas e parasitárias, com ênfase especial às doenças de populações negligenciadas. A grade preliminar prevê conferências com temáticas de grande repercussão: Epidemia do vírus Zika no Brasil: Emergência e Respostas em Saúde Pública; Doenças transmissíveis no mundo de hoje: o que avançamos e o que ainda falta fazer; Políticas Públicas e Pesquisas em epidemias urbanas: a proposta da ReneZika.

Já as 11 Conferências desta 54ª edição trazem temas como: Epidemia do vírus Zika no Brasil: Emergência e Respostas em Saúde Pública; Doenças transmissíveis no mundo de hoje: o que avançamos e o que ainda falta fazer; Políticas Públicas e Pesquisas em epidemias urbanas: a proposta da ReneZika; Perspectivas de desenvolvimento de insumos imunobiológicos no Brasil, com ênfase em vacinas; Emerging Arboviruses and Neurological Diseases; Sistema Único de Saúde, direitos e democracia: (des)caminhos no Brasil; Conferência 07 (Auditório Tabocas); Uso de grandes bases de dados (bigdata) na avaliação do impacto de políticas públicas; Experimentos em infectologia no século XX: Uma triste história; O projeto Wolbachia: perspectivas para o controle de Arboviroses; Integração das doenças tropicais negligenciadas na saúde global e no desenvolvimento à luz dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

As 42 mesas redondas abordarão temas como, por exemplo: Coorte de gestantes expostas ao vírus da Zika; Esquistossomose: ambientes vulneráveis, avaliação econômica e carga epidemiológica da doença; Epidemia de sífilis: o que você tem a ver com isso?; Aspectos epidemiológicos da Hantavirose no Brasil; Leishmanioses em pacientes HIV positivos: ainda em desafio; Esporotricose de transmissão felina: Uma epidemia em expansão; O Impacto da Ausência do Saneamento na Transmissão de Doenças de Veiculação Hídrica; Situação epidemiológica da Febre Amarela no Brasil e manejo clínico de casos em humanos; Situação epidemiológica e prevalência de HIV, sífilis e hepatites virais em populações vulneráveis às IST no Brasil; Saúde do Viajante: Roteiros & Geografia; Estudo InPrEP Brasil; O futuro do tratamento da Hepatite B; Vacinas em situações especiais; Seguimento multiprofissional integrado de uma coorte de crianças expostas à infecção congênita pelo vírus Zika; Avaliação econômica: tratamento da Leishmaniose visceral – o caso da anfotericina lipossomal; A epidemia de Peste em Madagascar e predição de reemergência da zoonose no Brasil; Diagnostico e tratamento da Tuberculose; Problemas de informação no estudo da epidemiologia e no tratamento dos acidentes ofídicos; Custo da Tuberculose em pessoas com co-infecção por HIV; Raiva; Vacinas para Dengue; Atualização em Hepatite C; Global Vector Control Response / 2017 – 2030: é possível avançar?; Leptospirose; HTLV e Leishmaniose visceral; Cólera; Evidência epidemiológica de uma potencial proteção cruzada contra dengue após infecção pelo vírus Zika; HIV e Histoplasmose pulmonar; Vetores: Ferramentas para o controle; Resposta às Emergências em Saúde Pública: lições da tríplice epidemia de arboviroses e da Síndrome Congênita do Vírus Zika; A ecologia da febre amarela silvestre; Controle do Aedes aegypti por dispersão de pyriproxyfen; Alterações comportamentais induzidas por diferentes cepas de Toxoplasma gondii; Estudos entomológicos, perspectivas e desafios: da manutenção da transmissão silvestre ao aumento do risco da transmissão urbana (por Aedes aegypti) da febre amarela no Brasil; Óbitos por arboviroses: o desafio da definição da causa básica diante da circulação simultânea de 3 arbovírus.

Já nos 16 cursos, serão abordados temas como: Padronização, validação e desenvolvimento de métodos para o diagnóstico do zika vírus; Saúde do Viajante: Prevenção de Riscos; Custos de programas e intervenções para o controle de doenças infecciosas; Saúde, Meio Ambiente e Educação: práticas pedagógicas e questões transdisciplinares; Serpentes: Veneno, Clínica dos Acidentes, Tratamento e Epidemiologia; Desafios da Publicação Científica; Diagnóstico laboratorial de doenças infecto-parasitárias; Tuberculose do passado ao futuro; Amostragem empregando o método Respondent-Driven-Sampling (RDS); VectorBase: Bioinformatics Resourse for Invertebrate Vectors of Human Pathogens; Gestão de Qualidade em Pesquisa Clínica; Manejo Clínico da Tuberculose; Modelos Murinos em Estudo Pré-clínico; . Pesquisa com dispositivos móveis com estudantes e profissionais de programas de TB e AIDS; Manejo Clínico da Tuberculose em Pediatria; Enfermedad de chagas pediátrica una dimension estrategica de intervencion en atencion.

O Medtrop 2018 também trará 21 palestras de extrema relevância e temáticas atuais: Saneamento no Brasil: Diagnóstico da esquistossomose em área de baixa endemicidade; A febre do Oropouche; Fungicidas agrícolas e resistência aos antifúngicos;Resistência Antimicrobiana (AMR); ZikaPLAN: opportunities for collaborative research; . Ebola, Zika, and Influenza: Do Commoditized Landscapes Amplify Disease Outbreaks?; A pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a inovação em doenças de populações negligenciadas: perspectivas em contextos de crise político-econômica e social no Brasil; Desafios atuais para a Vigilância em Saúde no Sistema Único de Saúde; Desafios e conquistas: cobertura vacinal no Brasil; Experiência do Estudo de coorte de leptospirose no Brasil; Desafios das Pesquisas Laboratoriais em arboviroses; Aspectos Demográficos relacionados a Epidemia de Zika no Brasil e no mundo; Epidemia de Chikungunya: estamos atentos e preparados?; Ensaios clínicos para vacina contra o vírus Zika; Parasitological souvenirs seen in a Dutch Hospital; How the Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene can help in deliver more impact with research work; Consenso e Experiência Francesa na abordagem da Chikungunya; Risco da urbanização da febre amarela; Febre no Nilo No Brasil: Importância e riscos de disseminação epidêmica; Mechanisms leading to immunopathology in cutaneous leishmaniasis; Impactos à saúde dos eventos climáticos.

Além de toda essa grande programação, o MedTrop contará ainda com 3 oficinas: Taller “Estudios piloto de aplicación de la propuesta de escenarios operativos para el control del Aedes aegypti: elaboración del diseño de estudio de evaluación”; Guía de manejo clínico de la Fiebre Amarilla; Estudo fase III vacina Butantan.

E assim como na edição anterior, durante o 54º MedTrop outros eventos irão ocorrer simultaneamente, como as reuniões nacionais de Pesquisa Aplicada em Chagas e Leishmaniose (ChagasLeish), de Pesquisa em Malária e da Rede de Tuberculose, além do workshop sobre vetores de doenças tropicais.

A programação completa do 54ºMedTrop pode ser acessada aqui . Não fique de fora desta grande oportunidade de ampliar seus conhecimentos. Ainda dá tempo, faça sua inscrição no site do evento: http://medtrop2018.com.br/texto.php?t=inscricao.