MedTrop 2018 busca avanços e soluções para as principais doenças tropicais que afligem o Brasil e as Américas

Publicação: 9 de julho de 2018

Evento contará com 42 mesas redondas, 21 palestras e 11 conferências magnas, além dos minicursos, oficinas, fórum de doenças negligenciadas, e programação especial dos quatro outros eventos satélites que acontecem simultaneamente

Participantes das mais diversas áreas terão a oportunidade para troca de experiências, intercâmbio de descobertas, além de realizar atualizações científicas nas áreas temáticas

Neste ano o 54º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop) retorna ao Recife, cidade que o sediou em 2009, naquele que é considerado a maior edição de todas as realizadas. A edição de 2018 pretende discutir não só os estudos em andamento para melhor conhecimento dos velhos e novos agravos, mas também as novas ferramentas e estratégias que possam aprimorar a vigilância e o controle visando proteger a população destes importantes problemas em saúde pública.

O grande destaque deste ano são as arboviroses, mas a programação vai além, ela está bastante ampla e contempla os principais tópicos da Medicina Tropical tradicional e incorpora novos temas relevantes em doenças transmissíveis e em saúde pública.

Para saber mais sobre a 54ª edição do MedTrop, a assessoria de comunicação da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) conversou com o presidente do Congresso, Dr. Sinval Pinto Brandão Filho. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

SBMT: O Medtrop 2018 traz como tema “Doenças transmissíveis, predição e desafios para o enfrentamento de novas e velhas epidemias”. Pode nos contar o porquê da escolha deste tema?

Dr. Sinval Pinto Brandão Filho: O País tem vivenciado nos últimos anos o surgimento de novas epidemias, como foi o caso do zika, agravado com a associação dos casos de microcefalia, o recrudescimento da malária, da febre amarela silvestre, inclusive com ameaça da reurbanização da doença depois de 80 anos, e mais recentemente os casos de registro autóctone de febre do Nilo ocidental em cavalos no Espírito Santo. Ou seja, precisamos discutir no congresso não só os estudos em andamento para melhor conhecimento destes velhos e novos agravos, como de novas ferramentas e estratégias que possam aprimorar a vigilância e o controle visando proteger a população destes importantes problemas em saúde pública.

SBMT: Quais outros temas o senhor considera que serão destaque?

Dr. Sinval Pinto Brandão Filho: O grande destaque da programação são naturalmente as arboviroses, mas estamos com uma programação bastante abrangente, que contempla os principais tópicos do temário já tradicional da Medicina Tropical, incorporando novos temas hot spots relevantes em doenças transmissíveis e saúde pública.

SBMT: Fale um sobre a programação do evento?

Dr. Sinval Pinto Brandão Filho: Teremos 42 mesas redondas, 21 palestras ou miniconferências e 11 conferências magnas, além dos minicursos, oficinas e do fórum de doenças negligenciadas que serão realizados no período pre-congressso, nos dias 1º e 02 se setembro, e da programação especial dos quatro outros eventos satélites que acontecerão simultaneamente ao MedTrop 2018: a reunião de pesquisa aplica ChagasLeish, a reunião de pesquisa em malária, o Workshop da REDE-TB e Workshop Entomol7/SOVE Brazil meeting.

SBMT: Tem sido difícil organizar este grande evento em um momento de crise?

Dr. Sinval Pinto Brandão Filho: Sem dúvida, mas a experiência de já ter organizado a edição de 2009 do MedTrop e o congresso internacional WorldLeish 5, em 2013, ajudou bastante.

SBMT: Como estão os preparativos finais para o MedTrop 2018?

Dr. Sinval Pinto Brandão Filho: Publicamos em 11 de Junho o Programa Final e agora estamos ampliando a divulgação em todas as mídias, já estamos também com um grande número de inscrições efetivadas.

SBMT: O senhor gostaria de adiantar o número de inscritos até o momento?

Dr. Sinval Pinto Brandão Filho: Já estamos com quase 2 mil inscritos.

SBMT: Quando o senhor assumiu a presidência da SBMT, em entrevista, destacamos a sua experiência em organização de eventos científicos, inclusive, internacionais, a exemplo do primeiro Workshop Nacional sobre leishmanioses (Recife, 1993), Workshops sobre Biologia Molecular e Controle de Insetos Vetores de Doenças Tropicais, realizados em Recife nos anos 2004, 2006, 2008, 2010, 2012 e 2016, o XLV Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, realizado em 2009 no Recife, no qual foi o presidente, além do Worldleish 5, – Fifth World Congress on Leishmaniasis, realizado em Porto de Galinhas/PE, em que foi o coordenador da Comissão Organizadora. Faltando menos de três meses para o MedTrop, qual a sua expectativa?

Dr. Sinval Pinto Brandão Filho: Apesar da crise financeira no País, nossa expectativa é a melhor possível, esperamos ter mais de 3 mil participantes.

SBMT: O senhor gostaria de deixar uma pequena mensagem final?

Dr. Sinval Pinto Brandão Filho: Contamos com a presença de nossos associados e do grande público que tradicionalmente participa de forma expressiva do congresso.