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NOTÍCIAS DA SBMT NOS COMITÊS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE |
Dr Lauro Pinto Neto - representante da SBMT - lauropintoneto@gmail.com
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Noticias
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16 de fevereiro, às 13:47
Relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde aponta que, embora os medicamentos anti-retrovirais estejam disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), o início do tratamento de pessoas com HIV ainda é tardio e não atinge 100% dos pacientes. Conforme a diretora do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, a falta de
percepção do risco pode ser uma das causas.
"O início tardio pode ser provocado por fatores como dificuldade de acesso ao
diagnóstico e de atendimento nos serviços e pela falta de percepção da população
que não se vê em risco e não busca o teste anti-HIV espontaneamente", afirmou
Mariângela.
De acordo com os dados, que constam no relatório da Sessão Especial da
Assembléia-Geral da ONU sobre HIV/Aids (Ungass), entre os anos de 2003 e
2006, 43,7% das pessoas de 15 anos ou mais que vivem com HIV (50.393)
chegaram aos serviços de saúde com deficiência imunológica ou quadro clínico de
sintomas da aids.
Desse total, 28,70% (14.462 pessoas) apresentaram quadro clínico mais grave e
evoluíram para óbito no início do tratamento. O universo analisado foi de 115.441
pacientes. Estudo de 2006 também mostrou que 94,8% (184.252) das pessoas
que necessitavam de tratamento anti-retroviral (194.336) fizeram uso da terapia
nesse ano.
Pedro Chequer, representante do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre
HIV e Aids (Unaids) no Brasil, explicou que "a proporção de pessoas com HIV que
iniciam o tratamento tardiamente é similar aos achados em outros países, como
Espanha, Inglaterra e Estados Unidos, que apresentam taxas que variam entre
15% e 45%".
No ano passado, o Ministério da Saúde ampliou o acesso aos testes rápidos em
aproximadamente 140% (de 510 mil exames em 2005 para mais de 1 milhão em
2007). Em 2005, inicialmente foram priorizadas gestantes, populações de difícil
acesso e de maior vulnerabilidade. Em 2007, a realização desse tipo de exame foi
ampliada para os serviços de saúde.
O orçamento para o Programa Nacional de DST e Aids (R$ 1,3 bilhão)
representou quase 3% do orçamento total do Ministério da Saúde (R$ 46 bilhões)
no ano de 2007. Além disso, nos últimos anos houve um aumento do
comprometimento de recursos próprios das secretarias de saúde.
Fonte: Redação Terra |
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